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Paulinha Esteves

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Variante Mu: o que a ciência sabe sobre a ‘nova’ mutação da Covid-19

Com primeiros registros na Colômbia, mutação chegou a dois estados brasileiros
Variante Mu: o que a ciência sabe sobre a ‘nova’ mutação da Covid-19
Arquivo/NIAID/NIH/Divulgação

A variante Mu é a mais nova mutação do coronavírus que preocupa. Com pelo menos sete infecções registradas em Minas Gerais até esta quarta-feira (15), e ainda sem casos confirmados em Santa Catarina, ela foi classificada no último dia 30 como “variante de interesse” pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Por que a variante Mu preocupa?

Informações preliminares dão indícios que a variante Mu tem resistência semelhante a variante Beta (sul-africana) à vacinação. “A variante Mu tem uma constelação de mutações que indicam possíveis propriedades de escape imune”, alerta a OMS

Cabe ressaltar que estamos no campo da hipótese: há suspeitas sobre o potencial desta variante da Covid-19, mas que requerem estudo. A OMS divide as variantes em dois grupos: de interesse e de atenção. Está última são as que, comprovadamente, tem alterações que representam perigo maior.

“Mais estudos são necessário para entender as características fenotípicas e clínicas desta variante. A epidemia da variante Mu na América do Sul, especialmente considerando a circulação simultânea da variante Delta, devem ser monitoradas”, alerta a OMS. 

Propagação

O primeiro registro desta mutação é de janeiro de 2021, na Colômbia. A proliferação até então é baixa no mundo, correspondendo a menos de 0,1% dos vírus sequenciados. Mas se considerar apenas a Colômbia e o Equador, a taxa aumenta para 39% e 13%, respectivamente.

Dois casos também foram confirmados no Amazonas no último dia 11. As duas pessoas estiveram em Leticia, na Colômbia. Em Minas Gerais, onde foram detectados sete casos, o Secretário de Saúde Fábio Baccheretti acredita que a mutação fora transmitida de forma comunitária.

Variantes da Covid-19, classificadas pela OMS

VOCs – Variante de atenção/preocupação

  • Alpha (Reino Unido) – primeiros casos documentados em setembro de 2020, classificada em 18 de dezembro;
  • Beta (África do Sul) – primeiros casos documentados em maio de 2020, classificada em 18 de dezembro;
  • Gamma (Brazil) – primeiros casos documentados em novembro de 2020, classificada em 11 de janeiro de 2021; e
  • Delta (Índia) – primeiros casos documentados em outubro de 2020, classificada em 11 de maio de 2021.

VOCs – Variante de atenção/preocupação

  • Eta (Vários países) -primeiros casos documentados em dezembro de 2020, classificada em 17 de março;
  • Iota – primeiros casos documentados em setembro de 2020, classificada em 18 de dezembro;
  • Kappa (EUA) – primeiros casos documentados em novembro de 2020, classificada em 24 de março;
  • Lambda– primeiros casos documentados em agosto de 2020, classificada em 14 de junho de 2021; e
  • Mu – primeiros casos documentados em janeiro de 2021, classificada em 30 de agosto de 2021.

Fonte(s): REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS

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