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Sandro Barcellos

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Santa Catarina tem 912 candidatos a prefeito e 19 mil a vereador

Houve crescimento de 20% no índice de postulantes às prefeituras no Estado e de 21% no caso dos vereadores
Santa Catarina tem 912 candidatos a prefeito e 19 mil a vereador
TRE-SC/Divulgação/ND

O prazo para os pedidos de candidatura terminou no último sábado (26) e, como revela a plataforma Divulgacand, 912 candidatos a prefeito buscando comandar uma das 295 prefeituras de Santa Catarina, um crescimento de 20,95% em relação a 2016.

Além disso, 19.570 candidatos colocaram seus nomes à disposição do eleitorado para entrar nas câmaras municipais de vereadores em todo Estado, crescimento de 21,36% com base na última eleição municipal.

No Brasil, o site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que comporta o Divulgacand, recebeu 19.135 pedidos de candidatura para as prefeituras e 19.167 pedidos de vice-prefeitos. Nas eleições de 2016, foram 16.565 pedidos de candidatura para prefeito, crescimento de 15,51%.

A discrepância entre candidaturas de prefeito e vice ocorre por causa das substituições e desistências. Segundo a assessoria de comunicação do TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina), alguns candidatos fizeram o pedido no sistema e desistiram da candidatura, mas os dados não são apagados.

Também houve crescimento de candidaturas para o cargo de vereador em todo Brasil e o país ultrapassou a marca de meio milhão de candidatos às câmaras municipais. Neste ano, 506.299 pedidos foram enviados ao TSE para o cargo de vereador no país, crescimento de 9,26% em relação a 2016.

Cientista político explica o crescimento de candidatos a prefeito e vereador

De acordo com o professor do departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Luís Felipe G. da Graça, o crescimento de candidaturas está relacionado a dois fatores. O primeiro é um fenômeno sociológico, enquanto o outro diz respeito à sobrevivência dos partidos políticos.

O fator sociológico, na visão do professor, seria a permanência de uma rejeição às elites políticas tradicionais. Isso, segundo ele, é um movimento razoavelmente forte ainda em 2020, fazendo outros partidos entrarem na disputa e abrindo espaço para mais nomes.

“O outro fator é a mudança na regra de coligações. A partir desta eleição, não temos a formação de coligação para a votação de vereadores. Isso aumenta a quantidade de candidatos. Antigamente, os partidos menores se uniam aos maiores e lançavam somente um candidato na lista para conseguir se eleger”, explica o professor

 

Fonte(s): Nícolas Horácio, ND Florianópolis

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