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Marci Santolin

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Fecam estuda intermediar compra de 500 mil doses de vacina para SC

Butantan disse que pode vender doses a estados e municípios, caso Ministério da Saúde não sinalize a aquisição
Fecam estuda intermediar compra de 500 mil doses de vacina para SC
Elisiane Roden/Prefeitura de Gaspar/Divulgação/ND

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse, nesta quinta-feira (28), que existe a possibilidade de negociar as vacinas da Coronavac para estados e municípios. Sendo assim, a Fecam (Federação Catarinense de Municípios) monitora a possibilidade da aquisição de 500 mil doses de vacina contra a Covid-19 por parte dos municípios.

Vale ressaltar que a Federação assinou um protocolo para a compra das vacinas ainda em dezembro. Em contato com a reportagem do ND+, a Fecam afirmou que já havia sinalizado para o diretor do instituto, Dimas Covas, o interesse das Prefeituras em adquirir 500 mil doses da Coronavac.

Além disso, explicou que, caso realmente exista a possibilidade da negociação com municípios e estados, a entidade vai retomar as tratativas. Sendo assim, a Fecam fica responsável apenas por intermediar as negociações.

Segundo informações do Portal Metrópoles, o Instituto Butantan ofereceu, efetivamente, 100 milhões de doses ao Ministério da Saúde. No entanto, apenas 46 milhões delas foram adquiridas. A previsão é que os 54 milhões restantes sejam produzidos no início de abril.

Ministério da Saúde diz ter exclusividade de compra

Na noite de quarta-feira (27), o Ministério da Saúde afirmou, em nota, que tem exclusividade contratual para a compra das vacinas, e que tem até o fim de maio para decidir se irá adquirir as doses.

“É preciso que o Ministério se pronuncie, nós estamos no fim de janeiro e essa produção estaria prevista para o início de abril. Não haverá tempo para negociarmos com a nossa parceira [Sinovac]”, explicou Covas na manhã desta quinta-feira.

O presidente do instituto ressaltou, ainda, que é possível negociar a venda dos 54 milhões de doses para estados e municípios brasileiros, caso a Saúde decida não comprar a vacina. Isso não impediria a instituição de efetuar a venda de outras unidades para demais países.

“Nós temos esse lote reservado para o Brasil. Se não houver a incorporação pelo Ministério, existe interesse de outros estados e outros municípios. Então, sim, é possível que haja o atendimento dessa demanda e isso não concorre com o atendimento dos países”, concluiu.

Fonte(s): REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS

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